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42. O venerável Cardeal João de São Paulo, que muito
freqüentemente dava conselho e apoio a Francisco, elogiava, diante
dos outros cardeais, os méritos e a atividade de Francisco e de todos
os seus irmãos. Sabendo disso, aqueles dignitários tiveram uma
afetuosa simpatia pelos frades, e cada um deles queria ter um desses
irmãos consigo, já não como servidor, mas por causa da devoção e
o grande amor que sentiam para com eles.
Certa vez, quando o bem-aventurado Francisco chegou à Cúria
Papal, cada um dos cardeais pediu-lhe um frade; o santo
concedeu-lhos benevolamente.
Chegando o dia de sua morte, o díto Cardeal João descansou em
paz, porque tinha amado os pobres de Deus.
43. Então o Senhor inspirou um cardeal de nome Hugolino, bispo
de Óstia, que intimamente amou Francisco e seus frades, não só
como um amigo, mas realmente como um pai. Francisco se apresentou a
ele por tê-lo ouvido falar favoravelmente. E Hugolino o recebeu
dizendo: "Eu me ofereço a vós para conselho, ajuda e proteção,
como quereis; e quero que vos lembreis de mim em vossas orações".
O bem-aventurado Francisco rendeu graças ao Altíssimo, que havia
inspirado o coração de Hugolino a fazer-se conselheiro, colaborador
e protetor, e lhe disse: "Quero, espontaneamente, ter-vos como
pai e senhor meu e de todos os meus irmãos, e que todos os frades
rezem a Deus por vós". Em seguida convidou-o a participar do
capítulo de Pentecostes. Ele aceitou e dele participou cada ano.
À sua chegada, os frades vinham ao seu encontro em procissão.
Chegando perto deles, apeava do cavalo e seguia a pé, juntamente com
os frades, até a igreja, em cuja devoção fazia uma volta ao seu
redor. Em seguida, fazia um sermão, celebrava a missa, e o
bem-aventurado Francisco cantava o Evangelho.
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