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O bem-aventurado pai ensinava a seus frades a buscarem nos livros não
o valor material, mas o testemunho do Senhor, não a beleza, mas o
proveito espiritual. Por essa razão, queria que eles tivessem apenas
alguns livros, em comum, e sempre à disposição dos que tivessem
necessidade deles. Ademais reinava tal pobreza nas enxergas e nas
camas, que trapos estendidos sobre palhas eram tidos como leitos
luxuosos e macios. Além disso ensinava a seus frades a construírem
casas toscas e pobres, cabanas de madeira, nunca de pedras, de
humílimo aspecto. Não só detestava o luxo das casas como também a
excessiva abundância e requinte nos utensílios. Desejava que nada
nas mesas e nas louças fizesse lembrar as pompas do mundo, mas que
tudo proclamasse a pobreza de seus moradores, ressaltando-lhes a
condição de peregrinos e exilados.
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