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De todas as criaturas inferiores e insensíveis, o santo tinha
particular afeição pelo fogo por causa de sua beleza e utilidade.
Eis por que não permitia jamais que o impedissem de realizar suas
funções.
Um dia, quando se encontrava perto do fogo, seus calções de linho
começaram a queimar-se à altura do joelho sem que ele desse conta
disso. Embora sentisse o calor do fogo não quis apagá-lo. Seu
companheiro, ao ver a fazenda pegar fogo, precipitou-se para
apagá-lo, mas ele o impediu, dizendo: "Não, meu caríssimo
irmão, não faças mal ao irmão Fogo!" E não permitiu de forma
alguma que o irmão o apagasse.
Mas o irmão foi às pressas procurar o irmão guardião e o levou à
presença de São Francisco. Imediatamente, contra a vontade deste
último, o fogo foi extinto. Desde então, embora fosse
indispensável fazê-lo, não queria jamais que se apagasse um fogo,
uma lâmpada ou uma candeia, tal era o seu amor por este elemento.
Nem sequer permitia que um irmão atirasse sobre o fogo um tição
fumegante, de um lugar a outro, como se costuma fazer. Antes,
desejava que o pusessem cuidadosamente sobre o solo em sinal de respeito
para com Deus de quem ele é criatura.
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