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Outra vez, quando o santo morava em Santa Maria da Porciúncula,
aproximou-se dele uma velhinha que tinha dois filhos na Ordem e lhe
pediu uma esmola. Ao ouvi-la, perguntou a Frei Pedro Cattani,
então ministro geral: "Podemos encontrar em casa alguma coisa para
dar a nossa mãe?" Com efeito, o Seráfico Pai afirmava sempre que
a mãe de um frade era não só a sua própria mãe, mas também a de
todos os seus frades.
O ministro geral respondeu-lhe: "Não há nada em casa que possamos
dar-lhe, pois ela deseja uma esmola com a qual possa remediar suas
necessidades corporais. Na igreja temos apenas um Novo Testamento no
qual fazemos nossas leituras matinais". - Naquele tempo os frades
não tinham breviários, nem muitos saltérios. Então o santo
ordena-lhe: "Dá este Novo Testamento a nossa mãe para que ela o
venda e com o lucro possa prover às suas necessidades. Creio
firmemente ser isto mais agradável a Nosso Senhor e à Santíssima
Virgem do que fazermos nele nossas leituras". E lho deu. Pode-se
pois dizer e escrever dele o mesmo que se lê do bem-aventurado Jó:
"Sua caridade saiu com ele do seio materno e cresceu com ele".
Para nós que vivemos com ele seria difícil, senão impossível,
relatar tudo o que vimos e ouvimos de outros, sobre sua caridade e
comiseração para com os irmãos e os outros pobres, além do que nós
mesmos vimos com nossos próprios olhos.
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