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Outro dia, ao retornar de Sena, encontrou, no caminho, um pobre e
disse a seu companheiro: "Urge, irmão, cedamos a este pobre o
nosso manto que, na verdade, lhe pertence, pois o recebemos de
empréstimo, até que encontrássemos alguém mais pobre do que
nós".
Mas vendo o companheiro que o Seráfico Pai tinha grande necessidade
daquele manto, opôs-se com insistência a que ele remediasse o
outro, esquecendo-se de si mesmo. Ante a recusa do frade, o santo
replicou: "Não quero ser um ladrão, pois como tais seremos tidos,
se não cedermos este abrigo a quem tiver mais necessidade dele do que
nós". Proferidas estas palavras, entregou o manto ao pobre.
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