CAPÍTULO 49. Como considerava temerário dar ordens com precipitação em nome da obediência, como também não obedecer a estas mesmas prescrições

O Seráfico Pai entendia que só com muita raridade se devia dar ordens em nome da obediência, que esta arma não devia ser usada senão em último recurso: "Não se deve levar a mão com tanta pressa à espada", dizia ele. E acrescentava que o que não obedece imediatamente ao preceito da obediência não tem temor de Deus, nem dos homens, a menos que, para tanto, tenha uma razão relevante. E não há nada mais razoável que isto, pois que é a autoridade do mando confiada a um superior irresponsável, senão uma espada na mão de um louco? E que há de mais desesperador do que um religioso que negligencia ou despreza a obediência?