CAPÍTULO 93. Como suas recreações se transformavam, às vezes, em lágrimas de compaixão por Cristo

Ébrio de amor e compaixão por Cristo, o santo muitas vezes agia assim: de sua alma brotavam as mais doces melodias que se exprimiam em francês; a poesia dos murmúrios divinos ouvidos por ele em segredo explodia em cantos, nessa mesma lingua.

As vezes apanhava da terra um pedaço de pau, colocando-o no braço esquerdo, apanhava com a mão direita uma vara à maneira de arco e esfregava sobre o pau, como uma viola ou outro instrumento de corda. Fazendo gestos apropriados, cantava em francês ao Senhor Jesus Cristo. Toda essa alegria terminava, enfim, em lágrimas e se convertia em piedade pela paixão de Cristo.

Soltava, então, compungidos suspiros e redobrava os gemidos esquecendo o que tinha nas mãos. E seu espírito se elevava ao céu.