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Embora agravado por numerosas enfermidades, como já dissemos, o
santo continuava tão piedoso e assíduo na oração e no ofício
divino, que orava ou recitava as Horas Canônicas sem se apoiar
jamais à parede ou a um pilar. Mantinha-se sempre de pé, cabeça
descoberta e, às vezes, de joelhos. Além disso passava grande
parte da noite em oração.
Mesmo quando percorria o mundo a pé, suspendia sempre suas andanças
quando queria dizer as Horas.
Se ia a cavalo, por causa de uma enfermidade qualquer, apeava sempre
para recitar as Horas.
Um dia em que viajava a cavalo, coagido pela enfermidade e por uma
premente necessidade, quis descer do animal para recitar o ofício, se
bem que chovesse torrencialmente. Recitou o ofício em plena chuva,
com tanto fervor e unção, como se estivesse na igreja ou em sua
cela. Nesta ocasião disse a seu companheiro estas palavras: "Se o
corpo tem necessidade de comer em paz e sossego seu alimento, com que
respeito e devoção a alma deverá receber seu alimento, isto é, seu
próprio Deus?"
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