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Outra vez, naqueles dias, um médico chamado Bom João, da cidade
de Arezzo, conhecido e amigo do bem-aventurado Francisco,
visitou-o no mesmo palácio. O bem-aventurado Francisco
interrogou-o sobre sua doença, dizendo: “Que te parece, irmão
João, sobre esta minha doença da hidropisia?”.
Pois o bem-aventurado Francisco não queria chamar ninguém de Bom,
nem que tivesse esse nome, por reverência ao Senhor, que disse:
“Ninguém é bom a não ser Deus (cfr. Lc 18,19). De
maneira semelhante não queria chamar ninguém de pai ou mestre, nem o
escrevia nas cartas, por reverência ao senhor que disse: E não
queirais chamar a ninguém de pai nesta terra, nem vos chameis de
mestres (cfr. Mt 23,9.10) etc. Disse-lhe o médico:
“Irmão, tu estarás bem, pela graça do Senhor”.
Pois não queria dizer que ele ia morrer logo. O bem-aventurado
Francisco disse-lhe outra vez: “Diz-me a verdade: que te
parece”. Não tenhas medo, porque pela graça de Deus eu não sou
covarde, para ficar com medo da morte, pois, com a ajuda de Deus,
pro sua misericórdia e graça, estou tão ligado e unido com o meu
Senhor, que estão tão contente com a morte como com a vida, e ao
contrário.”. Então o médico disse abertamente: “Pai, de
acordo com a nossa física, tua doença é incurável e ou no fim do
mês de setembro ou no dia de outubro, vais morrer”.
O bem-aventurado Francisco, que estava deitado na cama, doente,
com a maior devoção e reverência pelo Senhor, abrindo os braços e
as mãos, disse com grande alegria interior e exterior: “Seja
bem-vinda, minha irmã morte!”.
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