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Quando o bem-aventurado Francisco foi a eremitério dos frades perto
de Rocca di Brizio, para pregar às pessoas daquela província,
aconteceu naquele dia em que devia pregar que um homem pobrezinho e
enfermiço veio a ele. Quando o viu, começou a considerar sua
pobreza e enfermidade, de modo que, movido de piedade, vendo a
pobreza e enfermidade dele, começou a conversar com seu companheiro
sobre sua nudez e doença, com pena dele. E seu companheiro
disse-lhe: “Irmão, é verdade que este homem é bem pobre, mas
talvez em toda a província não haja outro mais rico que ele na
vontade”.
O bem-aventurado Francisco repreendeu-o porque não tinha falado
bem, e por isso disse sua culpa. E o bem-aventurado Francisco lhe
disse: “Queres fazer, por isso, a penitência que vou te
indicar?”. Ele respondeu: “De boa vontade”. Disse-lhe
então: “Vá tirar tua túnica, vá nu diante do pobre, lança-te
aos pés dele e diz-lhe como pecaste contra ele, porque fizeste uma
detração; e diz-lhe que ore por ti, para que deus te perdoe”.
Por isso ele foi e fez tudo como lhe dissera o bem-aventurado
Francisco; feito isso, levantou-se, vestiu a túnica e voltou para
o bem-aventurado Francisco.
E o bem-aventurado Francisco lhe disse: “Quer que te diga como
pecaste contra ele, e até contra Cristo?”. E disse: “Quando
vês um pobre deves pensar naquele em cujo nome ele veio, isto é,
Cristo, que veio assumir nossa pobreza e enfermidade; pois a pobreza
e a doença deste homem é como um espelho para nós, no qual devemos
espelhar e considerar com piedade a pobreza e enfermidade de nosso
Senhor Jesus Cristo, que carregou em seu corpo pela salvação do
gênero humano”.
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