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“Se meu irmão tiver uma verdadeira necessidade, que sofra a falta de
alguma coisa: se correr para satisfaze-la e lançá-la para longe de
si, que recompensa receberá? Pois houve uma ocasião de mérito,
mas ele provou cuidadosamente que não tinha gostado”. Com essas
palavras e outras semelhantes, atacava os que queriam escapar das
necessidades, pois não suporta-las com paciência não é outra coisa
senão voltar ao Egito.
Finalmente, não queria em ocasião nenhuma que os frades tivessem
mais do que duas túnicas, mas peermitia que as consertassem com
remendos costurados. Mandavam que abominassem os panos rebuscados e
mordia com força, diante de todos, os que faziam o contrário. E
para confundi-los com seu exemplo, costurou sobre sua túnica um
pedaço de saco. Mesmo na morte, pediu para ser coberto com uma
túnico de saco vil. Mas permitia aos frades apertados pela doença ou
outra necessidade que usassem um pano mole, por baixo, junto da
carne, mas de forma que por fora fosse observada a aspereza e vileza do
hábito. Pois dizia: “O rigor ainda vai ficar tão relaxado, com o
domínio da tibieza, que os filhos do pobre pai também não vão se
envergonhar de usar panos escarlates, mudando só a cor”.
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