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Certa vez, em Colle, no condado de Perusa, São Francisco
encontrou um pobrezinho que já tinha conhecido no século.
Disse-lhe: “Irmão, como vais?”. Mas ele se animou e começou
a amontoar maldições sobre o seu patrão, que tirara tudo que era
dele: “Graças ao meu patrão, que Deus Onipotente o amaldiçoe,
só estou passando mal. Com mais pena de sua alma que de seu corpo,
pois persistia num ódio mortal, disse-lhe o bem-aventurado
Francisco: “Irmão, perdoa o teu patrão por amor de Deus, para
libertares tua alma. Pode ser que ele te devolva o que tirou. Se
não, além de perder tuas coisas, vais perder também a alma”. E
ele disse; “Não posso absolutamente perdoar, se primeiro ele não
me devolver o que tirou”. Como tinha uma capa nas costas, o
bem-aventurado Francisco lhe disse: “Olha, eu te dou esta capa, e
peço que perdoes teu patrão por amor do Senhor Deus”. Amansado e
provocado pelo benefício, ele pegou o presente e perdoou as
injúrias.
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