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Costumava atacar com este enigma os que não tinham óculos castos:
“Um rei piedoso e poderoso mandou sucessivamente dois mensageiros à
rainha. O primeiro voltou e se limitou a referir palavra por palavra.
Dessa maneira, os olhos do sábio tinha ficado na cabeça, sem cair
para lugar nenhum. O outro voltou, e depois de ter contado as poucas
palavras, narrou uma longa história sobre a beleza da senhora: Na
verdade, senhor, vi uma mulher belíssima. Feliz que quem pode
aproveitar. Ele disse: Tu, servo mau, lançaste os olhos impudicos
sobre minha esposa? É claro que estavas querendo comprar sutilmente o
que admirastes. Mandou chamar de novo o primeiro e disse: “O que
achaste da rainha?”. Ele: Ótima, porque ouviu de boa vontade e
respondeu sagazmente. E não há nela nenhuma formosura? Senhor
meu, isso cabe a ti olhar; eu tinha que referir as palavras. O rei
deu a sentença: Tu, casto de olhos, ficareis na camera com o corpo
ainda mais casto. Mas esse outro saia da casa, para não poluir meu
leito”. Pois dizia: “Quem não deveria temer olhar a esposa de
Cristo?”.
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