|
De vez em quando fazia estas coisas. Fervendo interiormente pela
dulcíssima melodia do espírito, soltava exteriormente a voz em
francês, e a veia do divino sussurro, que recebia furtivamente nos
ouvidos, transbordava em júbilo francês. Algumas vezes, como vi
com meus olhos, pegava um pau do chão, colocando-o em cima do braço
esquerdo e segurando um arquinho na direita, passando-o pela madeira
como se fosse uma viola e, fazendo os gestos adequados, cantava a
Deus em francês. Todos esses tripúdios acabavam freqüentemente em
lágrimas, e o júbilo se dissolvia na compaixão pela paixão de
Cristo. Por isso esse santo vivia suspirando, e com repetidos
gemidos, esquecido do que trazia de inferior em suas mãos,
elevava-se ao céu.
|
|