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“Para ele deveria bastar, dizia, ter para si o hábito e o
caderninho, e para os frades um porta-penas e o selo. Não seja
amontoador de livros, nem muito entregue à leitura, para não tirar
do seu encargo e que privilegia para o estudo. Um homem que console os
aflitos, por ser o último refúgio dos atribulados, para que não
venha a prevalecer nos enfermos a doença do desespero se faltarem junto
dele os remédios para a saúde. Para dobrar à mansidão os
atrevidos, prosterne-se, ceda alguma coisa a que tem direito para
lucrar a alma para Cristo. Não feche as entranhas da piedade para os
egressos da Ordem, como para ovelhas que pereceram, sabendo que as
tentações são muito fortes, e podem levar a uma queda tão
grande”. “Quisera que ele fosse por todos honrado no lugar de
Cristo, e que em tudo lhe provessem com a benevolência de Cristo.
Na verdade, convém que não se alegre com as honras, nem se deleite
mais com os favores que com as injúrias. Se alguma vez precisar comer
mais, assuma-o em lugares públicos e não nos escondidos, para que
os outros não fiquem com vergonha de cuidar de seus corpos. Cabe
principalmente a ele distinguir as consciências escondidas e fazer
brotar a verdade dos veios mais ocultos. Não falhe de maneira alguma
na forma viril de justiça, Virilem formam iustitie nullatenus
labefactet, pois sinta tão grande cargo mais como um pêso que como
uma honra. Entretanto, não nasça a moleza da mansidão supérflua,
nem a dissolução da disciplina de uma indulgência relaxada, de modo
que, com amor por todos, não deixe de ser terror para os que fazem o
mal”. “Quero que eles tenham companheiros dotados de honestidade,
que a ele e entre si dessem exemplo de todos os bens; firmes diante das
angústias, afáveis como é conveniente, e que recebessem com
jovialidade todos os que chegassem.. Eis, disse, como deveria ser o
ministro geral”.
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