|
Zelava com muito ardor pela profissão da Regra comum, e deu uma
bênção especial aos que eram zelosos por ela. Pois dizia aos seus
que ela era o livro da vida, a esperança da salvação, a medula do
Evangelho, o caminho da perfeição, a chave do paraíso, o pacto da
eterna aliança. Queria que todos a tivessem, que todas a soubessem
e, em toda parte servisse para conversar com o homem interior como um
impulso na indolência e lembrança do juramento feito. Ensinou a
tê-la sempre diante dos olhos para recordar como deviam agir e, o que
é mais, que deviam morrer com ela. Houve um irmão leigo que não se
esqueceu dessa recomendação, e que nós cremos que deve ser venerado
entre os mártires, pois conseguiu a palma da vitória gloriosa. Pois
quando os sarracenos o levaram para o martírio, segurou a Regra nas
mãos levantadas, dobrou humildemente os joelhos e disse ao
companheiro: ”Irmão querido, eu me proclamo culpado diante dos
olhos da majestade e diante de ti por todas as coisas que fiz contra
esta Regra”. À breve confissão seguiu-se a espada, pelo qual
terminou a vida terminou em martírio, ficando conhecido mais tarde
pelos sinais e prodígios. Tinha entrado tão jovem na ordem que mal
podia suportar o jejum regular. No entanto, apesar de quase
criança, levava um cilício sobre a carne. Feliz menino, que
começou bem para terminar ainda melhor.
|
|