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Aborrecia-se muito o bem-aventurado pai quando a ciência era
procurada com desprezo da virtude, principalmente quando cada um não
persistia na vocação em que tinha sido chamado desde o começo.
Dizia: “Os meus irmãos que se deixam arrastar pela curiosidade da
ciência vão se encontrar de mãos vazias no dia da tribulação”.
Gostaria que se reforçassem mais com virtudes para que, quando
encontrarem tempos de tribulação, na angústia tenham o Senhor.
Pois virá, disse, uma tribulação em que os livros, não prestando
para nada, vão ser jogados nas janelas e nos desvãos”. Não dizia
isso porque não gostasse dos estudos das escrituras, mas para afastar
a todos do cuidado supérfluo de aprender, pois preferia que fossem
bons pela caridade e não sabidos pela curiosidade. Pressentia que
não custariam a chegar tempos em que sabia que a ciência seria
ocasião de ruína. A um de seus companheiros que estava ocupado com
pregações apareceu uma vez depois de sua morte, proibiu e mandou que
trilhasse o caminho da simplicidade.
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