CAPÍTULO 48

Dizia que os tíbios, que não se ocupam habitualmente com nenhum trabalho, deviam ser logo vomitados da boca de Deus. Nenhum ocioso podia parecer diante dele sem que o corrigisse com dente mordaz. Assim, ele todo, um exemplo de perfeição, trabalhava e agia com as próprias mãos, não permitindo que se perdesse nada do ótimo dom do tempo. Pois uma vez disse: “Quer o que todos os meus frades trabalhem e estejam ocupados, e que os que não sabem aprendam algum ofício, para sermos menos onerosos para as pessoas e para a língua e o coração não fiquem vagando no ócio”. Mas não confiava o lucro ou pagamento do trabalho a quem o ganhava, mas ao guardião ou à família.