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Certa vez, o bem-aventurado Francisco ia com um frade espiritual de
Assis, que era de uma família grande e poderosa. O bem-aventurado
Francisco, como era um homem fraco e doente, montava num burrico. O
frade, cansado da viagem, começou a pensar consigo, dizendo:
“Não podiam comparar-se os parentes desse aí com os meus, mas
agora ele vai montado e eu, cansado, tenho que ir atrás dele,
tangendo o animal”. Assim que ele pensou isso, o bem-aventurado
Francisco desceu do burrico, dizendo-lhe: “Irmão, não é certo
nem conveniente que eu vá montado e tu vás a pé, porque foste mais
poderoso e nobre do que eu no século”. E o frade, estupefato e
envergonhado, lançou-se chorando aos seus pés e confessou seu
pensamento, dizendo-se culpado por causa disso; e ficou muito
admirado com a santidade dele, por conhecer imediatamente o seu
pensamento. Quando os irmãos se apresentaram em Assis para rogar ao
senhor papa e aos cardeais que canonizassem o bem-aventurado
Francisco, o frade testemunhou isso diante do papa e dos cardeais.
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