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Em outra ocasião, no tempo de sua doença dos olhos, como estava
tendo muitas dores por causa disso, disse-lhe um dia a um ministro:
“Irmão, porque não fazes que seja lida por teu companheiro alguma
passagem dos Profetas ou das outras Escrituras? Tua alma se
exaltará e tirará daí a maior consolação”. Pois sabia que se
alegrava muito no Senhor quando ouvia ser as divinas escrituras. Mas
ele respondeu: “Irmão, encontro todos os dias tanta doçura e
consolação na minha memória pela meditação dos vestígios do Filho
de Deus, que mesmo que vivesse até o fim dos séculos, não me seria
muito necessário ouvir ou meditar outras escrituras”. Daí,
recordava e dizia muitas vezes aos frades aquele verso de Davi: Minha
alma não quer outra consolação (Sl 76).
Por isso, como dizia muitas vezes aos frades que ele devia ser a forma
e o exemplo de todos os frades, não queria usar em suas enfermidades
não só os remédios mas mesmo os alimentos necessários. E como leva
em conta isso que foi dito não só quando parecia estar são , ainda
que sempre estivesse fraco e doente, mas também em suas enfermidades,
era austero com o seu corpo.
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