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Outra vez, um pobrezinho veio com roupas muito pobres a um eremitério
dos frades, e pediu por amor de Deus aos frades uma peça pobrezinha.
O bem-aventurado Francisco disse a um irmão que procurasse pela casa
para ver se achava algum pano ou pedaço para lhe dar. Rodando pela
casa, o frade disse que não achou. Mas para que o pobre não
voltasse sem nada, o bem-aventurado Francisco foi ocultamente, para
que seu guardião não lhe proibisse, pegou uma faca e, sentando-se
num lugar escondido, começou a cortar um pedaço de sua túnica, que
estava costurado pelo lado de dentro, querendo dá-lo secretamente ao
pobre.
Mas o guardião logo percebeu o que ele queria fazer, foi ao seu
encontro e proibiu que desse, principalmente porque então estava
fazendo muito frio e ele estava doente e muito resfriado. mas o
bem-aventurado Francisco lhe disse: “Se não queres que lhe dê,
é preciso absolutamente que se faz dar algum retalho ao pobre”.
Então aqueles frades deram um pano de suas roupas, em nome do
bem-aventurado Francisco.
Quando os frades lhe arranjavam uma capa, tanto quando ia pelo mundo
pregando, a pé ou montado num burrico, porque depois que começou
a ficar doente não conseguia ir a pé e por isso precisava, às
vezes, montar num burrico, porque a cavalo só queria montar quando
houvesse uma necessidade estrita e maior, e isso pouco antes de sua
morte, quando começou a ficar muito doente - ou estivesse em algum
lugar, não queria recebe-la senão daquele jeito, isto é, que se
encontrasse com um pobrezinho ou este fosse procura-lo, pudesse
dá-la se lhe fosse manifestamente necessária e se o espírito lhe
desse testemunho a respeito.
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