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No mesmo tempo, vivendo o bem-aventurado Francisco no eremitério de
Sapo Francisco de Monte Colombo, aconteceu que uma certa doença
dos bois, chamada vulgarmente “basabove”, da qual nenhum pode
escapar, atacou os bois de Santo Elias, que fica perto do
eremitério, de modo que todos eles começaram a adoecer e morrer.
Mas uma noite foi dito em visão a um homem spiritual daquela vila:
”Vá ao eremitério onde mora o bem-aventurado Francisco e a água
usada para lavar seus pés e mãos, jogue-a sobre os bois, e vão
ficar imediatamente libertados”.
O homem levantou-se bem cedinho, foi ao eremitério e disse tudo isso
aos companheiros do bem-aventurado Francisco. Eles, na hora da
refeição, recolheram numa vasilha a água que tinha sido usada para
ele lavar as mãos; de tarde também pediram que os deixasse lavar seus
pés, sem falar nada daquele assunto. E assim deram depois ao homem a
água usada para lavar as mãos e os pés do bem-aventurado
Francisco; e levou e aspergiu-a como água benta sobre os bois, que
estavam deitados quase mortos, e sobre todos os outros. E na mesma
hora, pela graça de Deus e pelos méritos do bem-aventurado
Francisco ficaram todos livres. Naquele tempo o bem-aventurado
Francisco tinha cicatrizes nas mãos, nos pés e no lado.
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