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Nesses mesmos tempos, como o bem-aventurado Francisco estava doente
da enfermidade dos olhos e por alguns dias permanecesse no palácio do
bispo de Rieti, um clérigo da diocese de Rieti, chamado Gedeão,
homem muito mundano, jazia doente havia muitos dias por uma enfermidade
grande e com a maior dor dos rins. De tal modo que não podia se mexer
nem se virar na cama sem ajuda, nem levantar-se ou andar a não ser
carregado e, quando ia carregado, ia encurvado e quase dobrado por
causa das dores dos rins: pois nem podia levantar-se um pouco.
Um dia fez-se levar até onde estava o bem-aventurado Francisco,
lançou-se aos seus pés e pediu com muitas lágrimas que fizesse o
sinal da cruz sobre ele. O bem-aventurado Francisco disse-lhe:
“Como vou te fazer o sinal se vivestes outrora sempre segundo os
desejos da carne, não levando em conta nem temendo os juízos de
Deus? Mas vendo-o tão afligido pela grande doença e pelas dores,
ficou com pena dele e lhe disse: “Eu te assinalo em nome do Senhor.
Mas se aprouver ao Senhor libertar-te, toma cuidado para não voltar
ao vômito, porque na verdade eu te digo que, se voltares ao vômito,
virão coisas piores que as de antes e vais incorrer num juízo
duríssimo, por causa de teus pecados e por ser ingrato e ignorar a
bondade do Senhor”.
E quando o bem-aventurado Francisco fez o sinal da cruz sobre ele,
ele se ergueu e se levantou, libertado interiormente na mesma hora.
Quando se ergueu, os ossos de suas costas soaram como se alguém
estivesse quebrando lenha seca. Mas como depois de alguns dias voltou
ao vômito e não observou o que o Senhor lhe tinha dito por seu servo
Francisco, aconteceu que um dia, quando foi jantar na casa de outro
cônego, seu companheiro, e tivesse dormido lá nessa noite, caiu de
repente o telhado da casa em cima de todos. Mas os outros escaparam da
morte, só o coitado foi atingido e morto.
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