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33. Durante muito tempo, a verdade destas palavras permaneceu em
muitos, principalmente porque o sangue do pobre Crucificado ainda
estava quente em sua memória e o cálice preclaro de sua paixão
inebriava os seus corações. Pois, se alguns, tentassem
abandonar-me por uma hora sequer, por causa da demasiada aspereza,
lembrando-se das chagas do Senhor, pelas quais se revelavam as
entranhas de sua piedade, puniam-se gravemente por sua tentação e
aderiam a mim com mais força, abraçando-me com mais ardor. Por
isso eu estava com eles, inculcando-lhes sempre na memória as dores
da paixão do Rei eterno, de modo que, não pouco confortados por
minhas palavras, pegavam de boa vontade o ferro que dilacerava seu
corpo, e era com alegria que viam manar de sua carne o sangue sagrado.
Essa vitória perdurou por um tempo muito longo, de maneira que cada
dia mil milhares eram marcados com o sinal do rei supremo (cfr. Ap
7,2-3)”.
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