Capítulo 11. Sobre os seguidores dos apóstolos.

33. Durante muito tempo, a verdade destas palavras permaneceu em muitos, principalmente porque o sangue do pobre Crucificado ainda estava quente em sua memória e o cálice preclaro de sua paixão inebriava os seus corações. Pois, se alguns, tentassem abandonar-me por uma hora sequer, por causa da demasiada aspereza, lembrando-se das chagas do Senhor, pelas quais se revelavam as entranhas de sua piedade, puniam-se gravemente por sua tentação e aderiam a mim com mais força, abraçando-me com mais ardor. Por isso eu estava com eles, inculcando-lhes sempre na memória as dores da paixão do Rei eterno, de modo que, não pouco confortados por minhas palavras, pegavam de boa vontade o ferro que dilacerava seu corpo, e era com alegria que viam manar de sua carne o sangue sagrado. Essa vitória perdurou por um tempo muito longo, de maneira que cada dia mil milhares eram marcados com o sinal do rei supremo (cfr. Ap 7,2-3)”.