Capítulo 14. Louvor dos bons pobres.

37. “Passado algum tempo, alguns começaram a respirar e a ir, por própria decisão, pelo caminho reto, que, naquele tempo, só era percorrido por poucos, forçados pela necessidade. Todos eles vieram a mim, rogando insistentemente com muitas preces e lágrimas, para fazer com eles uma aliança de paz perpétua, e para que estivesse com eles como estive outrora nos dias da minha adolescência (cfr. Ez 16,60), quando o Onipotente estava comigo e os meus filhos ao meu redor (Jó 29,5). Eram homens de virtude, homens pacíficos, sem querela diante de Deus (cfr. 1Ts 3,13), persistentes no amor da fraternidade (2Pd 1,7), enquanto viveram na carne, pobres em espírito, despojados de bens, ricos em santidade de vida, cumulados com os dons dos carismas celestes, fervorosos em espírito, alegres na esperança, pacientes na tribulação (cfr. Rm 12,11.12), mansos e humildes de coração (cfr. Mt 11,29), conservando a paz de espírito, a concórdia dos costumes, a unidade do relacionamento e alegria da unidade.

Afinal, eram homens devotados a Deus, agradáveis aos anjos, amáveis para as pessoas, rígidos consigo mesmos, misericordiosos com os outros, religiosos pela ação, modestos no caminhar, alegres de rosto, graves de coração, humildes na prosperidade, magnânimos nas adversidades, sóbrios na convivência, muito parcimoniosos nas roupas, muito comedidos no sono, discretos, tementes, notáveis pelo brilho de todos os bens. Minha alma estava grudada com eles e havia em nós uma só espírito e uma só fé (cfr. Ef 4,4.5)”.