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56. Respondendo, o bem-aventurado Francisco caiu prostrado em
terra com os seus frades, deu graças a Deus, e disse:
“Senhora nossa, gostamos do que dizes, não se pode criticar nada do
que falaste. É verdade o que nos disseram em nossa terra sobre as tuas
palavras e sobre a tua sabedoria; e tua sabedoria é do que ouvimos
falar. Felizes os teus homens e felizes os teus servos, que estão
diante de ti e ouvem sempre a tua sabedoria. Bendito seja o Senhor
teu Deus pelos séculos. Tu o agradaste e Ele te amou para sempre e
te fez rainha para administrares a misericórdia e o juízo entre os
seus servos (cfr. 3Rs 10,6-9). Oh! Como é bom e suave o
teu espírito (cfr. Sb 12,1), corrigindo os que erram e
admoestando os pecadores!
57. “Eis, senhora, pela caridade do Rei eterno, com que te
amou, e por aquela com o amas, nós te suplicamos que não nos faltes
em nosso desejo (cfr. Sl 77,30), mas uses conosco tua
mansidão e misericórdia (cfr. Eclo 50,24). Pois grandes e
indizíveis são tuas obras; por isso as almas indisciplinadas vagueiam
longe de ti (cfr. Sb 17,1). E como andas sozinha, erissada de
escolhos por toda parte como um exército em ordem de batalha (cfr.
Ct 6,3), não podem morar contigo os insensatos. Mas nós somos
os teus servos, as ovelhas de teu rebanho (cfr. Gn 50,18; Sl
78,13). Para sempre e por todos os séculos, juramos e
prometemos guardar os preceitos da tua justiça (cfr. Sl
118,106)”.
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