Capítulo 28. O bem-aventurado Francisco responde à Pobreza com os frades.

56. Respondendo, o bem-aventurado Francisco caiu prostrado em terra com os seus frades, deu graças a Deus, e disse:

“Senhora nossa, gostamos do que dizes, não se pode criticar nada do que falaste. É verdade o que nos disseram em nossa terra sobre as tuas palavras e sobre a tua sabedoria; e tua sabedoria é do que ouvimos falar. Felizes os teus homens e felizes os teus servos, que estão diante de ti e ouvem sempre a tua sabedoria. Bendito seja o Senhor teu Deus pelos séculos. Tu o agradaste e Ele te amou para sempre e te fez rainha para administrares a misericórdia e o juízo entre os seus servos (cfr. 3Rs 10,6-9). Oh! Como é bom e suave o teu espírito (cfr. Sb 12,1), corrigindo os que erram e admoestando os pecadores!

57. “Eis, senhora, pela caridade do Rei eterno, com que te amou, e por aquela com o amas, nós te suplicamos que não nos faltes em nosso desejo (cfr. Sl 77,30), mas uses conosco tua mansidão e misericórdia (cfr. Eclo 50,24). Pois grandes e indizíveis são tuas obras; por isso as almas indisciplinadas vagueiam longe de ti (cfr. Sb 17,1). E como andas sozinha, erissada de escolhos por toda parte como um exército em ordem de batalha (cfr. Ct 6,3), não podem morar contigo os insensatos. Mas nós somos os teus servos, as ovelhas de teu rebanho (cfr. Gn 50,18; Sl 78,13). Para sempre e por todos os séculos, juramos e prometemos guardar os preceitos da tua justiça (cfr. Sl 118,106)”.