Capítulo 29. Consentimento da Pobreza.

58. Com essas palavras, comoveram-se as entranhas da senhora Pobreza (cfr. 3Rs 3,26; Gn 43,30) e, como é próprio dela ter sempre misericórdia e perdoar, não conseguindo mais conter-se, correu e abraçou-os, dando o beijo da paz em cada um e dizendo: “Meus irmãos e meus filhos, já estou indo convosco: sei que vou conquistar muitos de vós.

O bem-aventurado Francisco, não cabendo em si de alegria, começou a louvar em voz alta o Onipotente, que não abandona os que nele esperam (cfr. Jdt 13,17), dizendo: “Bendizei ao Senhor, vós todos os seus eleitos, celebrai dias de alegria e confessai-o, (Tb 13,10), porque é bom, porque sua misericórdia é para sempre (Sl 105,1; 135,1)”.

E, descendo do de monte, levaram a senhora Pobreza ao lugar em que ficavam; pois já era pelo meio-dia (cfr. Jo 4,6).