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70. Na cidade de Fano, um homem atacado pela doença da hidropisia
mereceu ser plenamente libertado por São Francisco.
71. Uma mulher da cidade de Gúbio, que jazia paralítica na cama,
tendo invocado três vezes o nome de São Francisco para ser
libertada, ficou livre da doença e curada.
72. Uma menina de Arpino, na diocese de Sora, estava paralisada a
tal ponto que, com os membros inertes e os nervos contraídos, privada
de todos os atos humanos, mais parecia atacada pelo demônio que ter
uma alma humana para vegetar. Ficara tão atacada pelo mal da doença
que parecia ter voltado ao berço de criança. No fim, sua mãe,
inspirada por Deus, levou-a em um berço para a igreja de São
Francisco que fica perto de Vicalvi. Ali, chorando e rezando
muito, foi libertada de todo perigo da doença e voltou à saúde da
idade que tinha antes.
73. Na mesma aldeia, um moço atacado de paralisia, com a boca
enrijecida e os olhos vesgos, foi levado pela mãe à mesma igreja.
Como o rapaz não podia se mover de jeito algum, a mãe rezou
suplicantemente por ele e, antes de voltar para casa, recuperou a
saúde que tinha antes.
74. Em Poggibonsi, uma menina chamada Hubertina, estava atacada
por uma epilepsia tão grave e incurável que seus pais, já
desesperados de qualquer remédio humano, imploraram insistentemente a
ajuda de São Francisco. Para isso tinham feito juntos o voto de
jejuar todos os anos na vigília e na festa do santo, dando alguma
coisa para os pobres, se libertasse sua filha daquela doença
insolente. Feito o voto, a menina sarou completamente libertada, e
nunca mais teve qualquer sintoma do mal.
75. Pedro Mancanella, cidadão de Gaeta, perdeu pela paralisia um
braço e uma mão, ficando com a boca torta até a orelha. Confiando
nos conselhos dos médicos, perdeu também a visão e a audição. No
fim, voltou-se suplicantemente para São Francisco e desse modo
ficou livre da doença pelos méritos do homem beatíssimo.
76. Um cidadão de Todi sofria tanto de artrite que não conseguia
ter sossego pela força da dor. No fim, quando parecia reduzido a
nada, já em nada ajudado pelos remédios dos médicos, diante de um
sacerdote invocou o bem-aventurado Francisco e, tendo feito um voto,
recuperou a saúde anterior.
77. Um certo Bontadoso, como sofresse uma dor tão grave nos pés
que não podia mais locomover-se, ficando sem comer nem dormir, foi
aconselhado por uma mulher a se recomendar suplicantemente ao
bem-aventurado São Francisco. Arrebatado pela dor excessiva,
tendo dito que não acreditava que ele fosse santo, como a mulher
continuava a aconselhá-lo tenazmente, fez o seguinte voto: "Eu me
consagrarei a São Francisco e acreditarei que ele é santo se me
livrar desta doença dentro de três dias". Para sua admiração,
levantou-se imediatamente e voltou a ter saúde.
78. Uma mulher estava de cama havia muitos anos, doente, sem se
poder mover de modo algum, mas foi curada por São Francisco e pôde
dar conta de seus trabalhos.
79. Na cidade de Narni, um moço sofria havia dez anos por uma
doença muito grave, de modo que tinha ficado inchado e não podia ser
curado por nenhum remédio. Sua mãe consagrou-o a São Francisco e
dele recebeu imediatamente dele a graça da saúde.
80. Na mesma cidade, uma mulher estava havia oito anos com uma mão
ressecada, e não podia fazer nada com ela. São Francisco
apareceu-lhe numa visão esticou-lhe a mão e a deixou igual à outra
para trabalhar.
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