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Verdadeira mestra dos rudes e formadora de jovens no palácio do grande
Rei, ensinava-as com tal pedagogia e as formava com tão dedicado
amor que não há palavras para dize-lo. Primeiro, ensinava a
afastar de dentro da alma toda convulsão, para poderem firmar-se só
na intimidade de Deus. Depois, ensinava-as a não se deixar levar
pelo amor dos parentes segundo a carne e a esquecer a casa paterna para
agradar a Cristo.
Exortava a não ligar para as exigências do corpo frágil, dominando
com a razão os impulsos da carne. Mostrava que o inimigo insidioso
arma laços ocultos para as almas puras e não tenta os santos como
tenta os mundanos. Queria que tivessem tempos certos de trabalhos
manuais para que, como queria o fundador, se afervorassem depois pelo
exercício da oração, fugindo ao torpor da negligência e expulsando
o frio da falta de devoção pelo fogo do santo amor.
Nunca houve maior observância do silêncio nem maior demonstração e
prática de toda honestidade. Lá, não havia o espírito de
conversas à-toa nem palavras levianas mostrando afetos frívolos. A
própria mestra, de poucas palavras, resumia em alocuções breves a
abundância de sua mente.
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