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A venerável abadessa não amava só as almas das filhas: servia
também seus corpos com o zelo de uma caridade admirável. Muitas
vezes, no frio da noite, cobria-as com as próprias mãos, enquanto
dormiam, e queria que se contentassem com um regime mais benigno as que
via incapacitadas para a observância do rigor comum.
Se alguma, como acontece, estivesse perturbada por uma tentação,
ou tomada de tristeza, chamava-a à parte e a consolava entre
lágrimas. Às vezes, se ajoelhava aos pés das que sofriam para
aliviá-las com carinho materno.
As filhas, gratas por sua bondade, correspondiam com toda
dedicação. Acolhiam o carinho afetuoso da mãe, respeitavam na
mestra o cargo de governo, acompanhavam o procedimento correto da
formadora e admiravam na esposa de Deus a prerrogativa de uma santidade
tão completa.
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