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Rodeavam a cama da mãe aquelas filhas que bem depressa ficariam
órfãs, com a alma atravessada por uma espada de dor (cfr. Lc
2,35). Não se deixavam levar pelo sono nem afastar pela fome:
esquecidas da cama e da mesa, dia e noite só queriam chorar. Entre
elas, a devota virgem Inês, saturada de lágrimas amargas, pedia
sem parar à irmã que não se fosse, deixando-a sozinha. Clara
disse: "Irmã querida, apraz a Deus que eu me vá. Mas pare de
chorar, porque você vai chegar diante do Senhor logo depois de mim,
e Ele lhe dará uma grande consolação antes de eu me separar de
você".
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