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Entretanto, para não reduzir a estreitos limites o veio dessa
bênção do céu que brotara no vale de Espoleto, a divina
providência transformou-o em torrente, de modo que a força do rio
alegrou a cidade (cfr. Sl 45,5) inteira da Igreja. A novidade
de tais sucessos correu pelo mundo inteiro e começou a ganhar almas
para Cristo em toda parte. Mesmo encerrada, Clara começou a
clarear todo o mundo e refulgiu preclara pelos motivos de louvor. A
fama de suas virtudes invadiu as salas das senhoras ilustres, chegou
aos palácios das duquesas e penetrou até nos aposentos das rainhas.
A nata da nobreza dobrou-se a seguir suas pegadas e a da soberba
ascendência de sangue desceu para a santa humildade. Algumas, dignas
de casamentos com duques e reis, estimuladas pela mensagem de Clara,
faziam rigorosa penitência, e as casadas com homens poderosos imitavam
Clara como podiam.
Numerosas cidades ganharam mosteiros, e mesmo campos e montanhas
ficaram bonitos com a construção desses celestes edifícios. Clara,
santa, abriu caminho para propagar a observância da castidade no
mundo, devolvendo uma vida nova ao estado virginal. Hoje, a Igreja
rebrota feliz com essas santas flores geradas por Clara, que pede seu
apoio dizendo: Confortai-me com flores, reanimai-me com maçãs,
porque estou doente de amor (Ct 2,5). Mas a pena tem que voltar
a seu propósito para dar a conhecer como foi que ela viveu.
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