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Alexandrina de Fratta, na diocese de Perusa, era atormentada por um
demônio terrível. Dominara-a tanto que a fazia revolutear como um
passarinho em cima de uma alta rocha que se erguia à beira do rio.
Depois, ainda a fazia escorregar por um galho de árvore muito fino
que pendia sobre o Tibre, como se estivesse brincando. Além disso,
como tinha perdido completamente o lado esquerdo por causa de seus
pecados e tinha uma mão torcida, tentara muitas curas, mas não havia
melhorado nada. Foi compungida ao túmulo da gloriosa virgem Clara
e, invocando seus méritos contra a tríplice desgraça, obteve um
salutar efeito com um só remédio. Pois a mão encolhida se abriu, o
lado ficou curado, e ela se livrou da possessão do demônio. Na
ocasião, diante do túmulo da santa, outra mulher do mesmo lugar teve
a graça de se livrar do demônio e de muitas dores.
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