CAPÍTULO 4. Vestido de pobre, come com os pobres na porta da igreja de São Pedro. Esmolas que aí recebe

8. Desde esse tempo, passou a ser o maior amigo dos pobres, fazendo ver, nesse começo, a perfeição que haveria de atingir mais tarde. Muitas vezes despiu-se para vestir os pobres, procurando assemelhar-se a eles se não de fato, nesse tempo, pelo menos de todo coração.

Numa peregrinação a Roma, o amor da pobreza levou-o a tirar sua roupa rica e a vestir a de um pobre. Juntou-se alegremente aos mendigos no átrio da igreja de São Pedro, onde são numerosos, e comeu avidamente com eles, sentindo-se seu companheiro. E se não fosse pela presença de conhecidos, teria feito a mesma coisa muitas outras vezes.

Diante do altar do príncipe dos apóstolos, admirado de serem tão poucas as esmolas lá deixadas pelos visitantes, jogou uma mão cheia de dinheiro, para mostrar que devia ser especialmente honrado por todos aquele que por Deus foi honrado acima de todos os demais.

Muitas vezes presenteou sacerdotes pobrezinhos com paramentos sagrados, pois prestava a todos a devida honra, mesmo nos graus mais inferiores. Absolutamente íntegro na fé católica e destinado a receber uma missão apostólica, sempre teve a maior reverência para com os ministros de Deus e os seus ministérios.