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8. Desde esse tempo, passou a ser o maior amigo dos pobres, fazendo
ver, nesse começo, a perfeição que haveria de atingir mais tarde.
Muitas vezes despiu-se para vestir os pobres, procurando
assemelhar-se a eles se não de fato, nesse tempo, pelo menos de todo
coração.
Numa peregrinação a Roma, o amor da pobreza levou-o a tirar sua
roupa rica e a vestir a de um pobre. Juntou-se alegremente aos
mendigos no átrio da igreja de São Pedro, onde são numerosos, e
comeu avidamente com eles, sentindo-se seu companheiro. E se não
fosse pela presença de conhecidos, teria feito a mesma coisa muitas
outras vezes.
Diante do altar do príncipe dos apóstolos, admirado de serem tão
poucas as esmolas lá deixadas pelos visitantes, jogou uma mão cheia
de dinheiro, para mostrar que devia ser especialmente honrado por todos
aquele que por Deus foi honrado acima de todos os demais.
Muitas vezes presenteou sacerdotes pobrezinhos com paramentos
sagrados, pois prestava a todos a devida honra, mesmo nos graus mais
inferiores. Absolutamente íntegro na fé católica e destinado a
receber uma missão apostólica, sempre teve a maior reverência para
com os ministros de Deus e os seus ministérios.
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