CAPÍTULO 37. Repreende a um frade que quer guardar dinheiro com a desculpa de que é necessário

67. Uma ocasião, Frei Pedro Cattani, vigário do santo, considerando que uma multidão de frades de fora freqüentava Santa Maria da Porciúncula, e que as esmolas não eram suficientes para prover o necessário, disse a São Francisco: "Irmão, não sei o que fazer quando vêm grupos de irmãos de toda parte e não tenho o suficiente para lhes oferecer. Peço que permitas guardar algumas coisas quando entram noviços, para recorrer a elas no tempo oportuno".

- "Irmão caríssimo - respondeu o santo -, longe de nós essa piedade. Não vamos ofender a Regra para servir quem quer que seja".

- "Que farei, então?", disse o frade.

- "Se não houver outro meio de prover às necessidades, despe o altar da Virgem e tira seus ornamentos. Podes crer que é melhor guardar o Evangelho de seu Filho e despojar o altar do que deixar o altar ornado e seu Filho desprezado. O Senhor mandará que alguém restitua à sua Mãe o que ela nos tiver emprestado".