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70. Algumas vezes, o santo se lamentou dizendo: "Quanto mais os
frades se afastarem da pobreza, mais o mundo se há de afastar-se
deles. Procurarão e não hão de encontrar. Mas, se estiverem
abraçados à minha senhora pobreza, o mundo os alimentará, pois
foram dados para a salvação do mundo". Também dizia: "Há um
contrato entre o mundo e os frades: os frades dão bom exemplo ao mundo
e o mundo provê suas necessidades. Quando forem infiéis e deixarem
de dar bom exemplo, o mundo retirará sua mão, em justa
repreensão".
Pelo zelo da pobreza, o homem de Deus tinha medo do número muito
grande, que pode demonstrar riqueza, se não de fato, pelo menos na
aparência. Por isso, dizia: "Oh! se fosse possível que o mundo
só visse os frades raramente e se admirasse de serem tão poucos!"
Unido à senhora pobreza por um vínculo indissolúvel, esperava seu
dote futuro, não o presente. Cantava com maior fervor e alegria os
Salmos que falam da pobreza como: "Não ficará o pobre em eterno
esquecimento", e "Olhai, pobres, e alegrai-vos".
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