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85. Num outro dia de pregação, chegou ao lugar um pobrezinho
doente. Compadecido por seu duplo sofrimento, a miséria e a dor,
começou a conversar com um companheiro sobre a pobreza.
E quando sua compaixão já se tinha transformado em ternura,
disse-lhe o companheiro: "Irmão, é verdade que esse aí é
pobre, mas não deve haver outro mais rico em desejo, em toda esta
região".
São Francisco repreendeu-o na hora e, quando confessou sua culpa,
disse-lhe: "Tira já o teu hábito, ajoelha-te aos pés do pobre e
confessa a tua culpa! Não peças apenas o perdão, roga também que
reze por ti!" O irmão obedeceu, fez o que tinha sido mandado e
voltou. Disse-lhe o santo: "Quando vês um pobre, meu irmão,
tens à frente um espelho do Senhor e de sua pobre Mãe. E da mesma
maneira, nos doentes deves ver as enfermidades que ele assumiu por
nossa causa!"
Francisco tinha sempre o "ramalhete de mirra" em seu coração.
Estava sempre olhando para o rosto do seu Cristo, sempre agarrado ao
homem das dores, que conhece todos os sofrimentos.
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