CAPÍTULO 63. Como afasta as distrações na oração

97. Achava que cometia uma falta grave quando, entregue à oração, era assaltado por distrações. Se acontecia uma coisa dessas, não se poupava na confissão, para conseguir uma expiação completa. Esse esforço chegou a ser tão habitual que era muito raro ser atormentado por essa espécie de "moscas".

Durante uma Quaresma, fez um pequeno vaso, aplicando nisso muitos pedacinhos de tempo, para não o desperdiçar. Num dia em que estava rezando devotamente a hora de Terça, teve a atenção casualmente distraída para o vaso, e achou que sua interioridade tinha sido prejudicada no fervor. Condoído por ter interrompido a voz do coração que se dirigia a Deus, quando terminou a Terça, disse aos frades que o ouviam: "Que obra tola é essa, que teve tanta força sobre mim para me distrair a atenção! Vou sacrificá-la ao Senhor, porque estorvou o seu sacrifício".

Dizendo isso, pegou a vasilha e a jogou no fogo. Ainda disse: "Devíamos ter vergonha de nos deixar distrair quando estamos conversando com o Grande Rei, na oração".