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97. Achava que cometia uma falta grave quando, entregue à
oração, era assaltado por distrações. Se acontecia uma coisa
dessas, não se poupava na confissão, para conseguir uma expiação
completa. Esse esforço chegou a ser tão habitual que era muito raro
ser atormentado por essa espécie de "moscas".
Durante uma Quaresma, fez um pequeno vaso, aplicando nisso muitos
pedacinhos de tempo, para não o desperdiçar. Num dia em que estava
rezando devotamente a hora de Terça, teve a atenção casualmente
distraída para o vaso, e achou que sua interioridade tinha sido
prejudicada no fervor. Condoído por ter interrompido a voz do
coração que se dirigia a Deus, quando terminou a Terça, disse aos
frades que o ouviam: "Que obra tola é essa, que teve tanta força
sobre mim para me distrair a atenção! Vou sacrificá-la ao
Senhor, porque estorvou o seu sacrifício".
Dizendo isso, pegou a vasilha e a jogou no fogo. Ainda disse:
"Devíamos ter vergonha de nos deixar distrair quando estamos
conversando com o Grande Rei, na oração".
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