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125. O santo garantia que o remédio mais seguro contra as mil
armadilhas e astúcias do inimigo era a alegria espiritual. Costumava
dizer: "A maior alegria do diabo é quando pode roubar ao servo de
Deus o gozo do espírito. Carrega um pó para jogar nos menores
meandros da consciência, para emporcalhar a candura da mente e a
pureza de vida. Mas quando os corações estão cheios de alegria
espiritual, a serpente derrama à toa o seu veneno mortal. Os
demônios não conseguem fazer mal ao servidor de Cristo quando o vêem
transbordante de santa alegria. Quem tem o ânimo abatido, desolado e
melancólico é facilmente absorvido pela tristeza ou então é dominado
pelos falsos prazeres".
Por isso o santo tratava de viver sempre no júbilo do coração,
conservando a unção do espírito e o óleo da alegria. Evitava com
muito cuidado a horrível doença da tristeza, a tal ponto que, era
só sentir fraquejar um pouco, ele já corria a rezar.
Dizia: "Quando o servo de Deus se sente perturbado por qualquer
motivo, como pode acontecer, deve levantar-se quanto antes para
rezar, e ficar firme diante do Pai supremo até que lhe devolva sua
alegria salutar. Porque, se demorar muito na tristeza, fará
desenvolver-se esse mal babilônico que, se não for lavado pelas
lágrimas, acabará deixando no coração uma ferrugem permanente".
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