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129. Uma vez, o santo também disse: "Devemos cuidar
discretamente do irmão corpo, para que não levante a tempestade da
tristeza. Para que não se enjoe de vigiar e possa perseverar
devotamente em oração, não podemos dar-lhe razões para se
queixar: 'Estou morrendo de fome, não agüento o peso de teu
sacrifício'. Mas, se vier com essas queixas depois de ter devorado
uma ração suficiente, podeis saber que o jumento vagabundo está
precisando de esporas, e que o burrinho empacado está esperando
chicote".
Só neste ponto o santíssimo pai foi incoerente entre o que disse e o
que fez. Porque submeteu seu corpo inocente com pancadas e
privações, multiplicando seus ferimentos sem necessidade. Porque o
ardor de seu espírito já tinha tornado tão leve seu corpo que,
quanto mais sua alma tinha sede de Deus, maior era a mesma sede
também em sua carne santificada.
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