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137. Quando o santo morava em Sena, apareceu por lá um frade de
Bréscia, que queria muito ver as chagas do santo pai e pediu
insistentemente a Frei Pacífico que lhe desse oportunidade.
Frei Pacífico respondeu: "Quando estiver para sair, vou pedir
suas mãos para beijar. Quando ele as apresentar eu te farei um sinal
com os olhos e verás".
Prepararam-se para sair, foram ter com o santo, ajoelharam- se e
Frei Pacífico disse a São Francisco: "Abençoa-nos, mãe
caríssima, e dá-me a mão para beijar". Beijou a mão que não
lhe foi estendida de boa vontade, e mostrou-a ao frade. Pediu a
outra, beijou-a e também a mostrou.
Quando eles saíram, o pai desconfiou de que tinha caído numa santa
armadilha, como de fato acontecera. Julgando irreverente aquela
piedosa curiosidade, mandou logo chamar Frei Pacífico e lhe disse:
"Que Deus te perdoe, irmão, porque às vezes me dás um grande
aborrecimento".
Frei Pacífico se prostrou imediatamente e perguntou com humildade:
"Que aborrecimento te causei, mãe caríssima?" São Francisco
não respondeu e o incidente acabou por aí.
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