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139. Foi assim que esse homem renunciou a toda glória que não
tivesse o sabor de Cristo. Foi assim que lançou um anátema eterno
contra todos os favores humanos. Sabia que o preço da fama era o
desgaste do segredo da consciência e que era muito mais perigoso abusar
das virtudes que não as possuir. Sabia que não era menor virtude
defender as conquistas já feitas que conquistar novas.
Ai de nós, que somos levados mais pela vaidade que pela caridade,
deixando que o reconhecimento do mundo prevaleça sobre o amor de
Cristo. Não discernimos nossas afeições, não provamos o
espírito e, levados a agir por vanglória, achamos que agimos por
caridade. Quando chegamos a fazer algum bem, por menor que seja,
não suportamos o seu peso, deixamos escapar tudo nesta vida e chegamos
de mãos vazias à eternidade. Conformamo-nos com a nossa falta de
bondade, mas não suportamos que os outros o saibam e não acreditem em
nós. Vivemos totalmente para os elogios dos homens, porque não
somos nada mais que homens.
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