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151. Como esperto negociante, querendo lucrar de todas as maneiras
e aproveitar em merecimentos todo o tempo presente, decidiu viver
dentro dos freios da obediência e submeter-se às ordens de outro.
Por isso, não só resignou a seu cargo de superior geral, mas, para
melhor proveito da obediência, pediu um guardião particular a quem
tivesse que respeitar especialmente como superior.
Pois disse a Frei Pedro Cattani, o primeiro a quem prometeu
obediência: "Eu te peço, pelo amor de Deus, que encarregues um
de meus companheiros de fazer as tuas vezes junto de mim, para que eu
lhe obedeça como se fosses tu. Eu sei qual é o proveito da
obediência e que não perde nem um pouco de seu tempo quem se submete
às ordens de outro".
Conseguiu o que pedia e permaneceu submisso até a morte, obedecendo
sempre com reverência ao próprio guardião.
Disse, uma vez, a seus companheiros: "Entre as outras coisas que a
bondade de Deus se dignou conceder-me está a graça de ser capaz de
obedecer a um noviço de uma hora, se me fosse dado como guardião,
tanto quanto ao mais antigo e mais discreto dos frades. O súdito não
deve considerar seu superior simplesmente como um homem, mas como
aquele a quem se submeteu por amor. Quanto mais desprezível for o que
manda, maior deve ser a humildade de quem obedece".
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