CAPÍTULO 120. Operosidade do santo e desgosto pelos preguiçosos

161. Dizia que os preguiçosos, que não se ocupam habitualmente com nenhum trabalho, deviam ser logo vomitados da boca de Deus. Nenhum ocioso podia parecer diante dele sem ser asperamente corrigido. Ele mesmo era excelente exemplo de perfeição, estava sempre ocupado e trabalhava com as próprias mãos, sem deixar que se perdesse nada do valioso dom do tempo.

Disse uma vez: "Quero que meus frades trabalhem e estejam sempre ocupados, e os que não tiverem nenhum ofício, que o aprendam". E deu o motivo: "Para sermos menos pesados para as pessoas e para que não fiquem vagando na ociosidade o coração e a língua". Mas não deixava o pagamento ou gratificação pelo trabalho com quem os recebia: tinham que os entregar ao guardião ou à comunidade.