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163. Queria que os ministros da palavra de Deus se entregassem
totalmente aos estudos espirituais, livres de qualquer outra
ocupação. Dizia que tinham sido escolhidos por um grande rei para
transmitir aos povos as palavras recebidas de sua boca.
E afirmava: "O pregador tem que haurir primeiro na oração, feita
em segredo, aquilo que depois vai derramar em palavras sagradas. Tem
que se afervorar primeiro por dentro, para não proferir palavras
frias". Afirmava que esse ofício devia ser respeitado e que todos
deviam venerar os que o exercem. Dizia: "Eles são a vida do
corpo, eles é que combatem os demônios, eles são a luz do mundo".
Achava que os doutores em sagrada teologia mereciam honras ainda
maiores. Certa ocasião fez escrever o seguinte, como norma geral:
"Devemos honrar e venerar todos os teólogos e os que nos administram
as palavras de Deus como aqueles que nos administram espírito e
vida". Mandou escrever um dia no cabeçalho de uma carta que ele
enviava a Santo Antônio: "A Frei Antônio, meu bispo".
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