CAPÍTULO 127. O falcão

168. Uma vez, São Francisco tinha se retirado para um eremitério, como era seu costume, para escapar da vista e da companhia dos homens. Um falcão que por lá tinha o seu ninho fez com ele um grande pacto de amizade. Sempre cantava para acordar o santo e indicar a hora em que costumava levantar-se para os santos louvores. O santo de Deus gostava muito disso, porque toda essa atenção que o pássaro demonstrava para com ele impedia todo atrazo por preguiça.

Quando o santo estava um pouco mais doente que de costume, o falcão o poupava e não vinha dar os sinais das horas de vigília. Como se fosse instruído por Deus, tocava ao amanhecer a campainha de sua voz. Nem é para admirar que as outras criaturas venerassem tanto aquele que mais amou seu Criador.