|
168. Uma vez, São Francisco tinha se retirado para um
eremitério, como era seu costume, para escapar da vista e da
companhia dos homens. Um falcão que por lá tinha o seu ninho fez com
ele um grande pacto de amizade. Sempre cantava para acordar o santo e
indicar a hora em que costumava levantar-se para os santos louvores.
O santo de Deus gostava muito disso, porque toda essa atenção que o
pássaro demonstrava para com ele impedia todo atrazo por preguiça.
Quando o santo estava um pouco mais doente que de costume, o falcão o
poupava e não vinha dar os sinais das horas de vigília. Como se
fosse instruído por Deus, tocava ao amanhecer a campainha de sua
voz. Nem é para admirar que as outras criaturas venerassem tanto
aquele que mais amou seu Criador.
|
|