CAPÍTULO 133. Compaixão para com os enfermos

175. Tinha muita compaixão para com os doentes e muita solicitude pelas suas necessidades. Quando seculares piedosos lhe mandavam fortificantes, dava-os aos outros doentes, embora precisasse mais que todos. Assumia os sofrimentos de todos os que padeciam, dizendo-lhes palavras de compaixão quando não podia ajudar de outra maneira.

Chegava até a comer nos dias de jejum, para que os doentes não ficassem com vergonha de comer. E não se envergonhava de pedir carne publicamente, pela cidade, para dar a um irmão doente.

Mas exortava os doentes a sofrerem as privações com paciência e a não se escandalizarem quando não eram satisfeitos em tudo. Por isso fez escrever estas palavras numa de suas regras: "Rogo a todos os meus irmãos doentes que em suas enfermidades não fiquem irados ou perturbados contra Deus ou contra os irmãos. Não peçam remédios com muita insistência e não tenham muito desejo de livrar a carne que logo vai morrer e que é inimiga da alma. Saibam ser agradecidos por tudo, desejando ser aquilo que Deus também deseja deles. Porque Deus instrui com os sofrimentos dos castigos e das doenças aqueles que predestinou para a vida eterna, como ele mesmo disse: 'Eu corrijo e castigo aqueles a quem amo'".

176. Uma vez levou para a vinha um doente que sabia estar com vontade de chupar uvas. Sentando-se embaixo da parreira, começou ele mesmo a comer, para dar coragem ao outro.