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175. Tinha muita compaixão para com os doentes e muita solicitude
pelas suas necessidades. Quando seculares piedosos lhe mandavam
fortificantes, dava-os aos outros doentes, embora precisasse mais que
todos. Assumia os sofrimentos de todos os que padeciam, dizendo-lhes
palavras de compaixão quando não podia ajudar de outra maneira.
Chegava até a comer nos dias de jejum, para que os doentes não
ficassem com vergonha de comer. E não se envergonhava de pedir carne
publicamente, pela cidade, para dar a um irmão doente.
Mas exortava os doentes a sofrerem as privações com paciência e a
não se escandalizarem quando não eram satisfeitos em tudo. Por isso
fez escrever estas palavras numa de suas regras: "Rogo a todos os
meus irmãos doentes que em suas enfermidades não fiquem irados ou
perturbados contra Deus ou contra os irmãos. Não peçam remédios
com muita insistência e não tenham muito desejo de livrar a carne que
logo vai morrer e que é inimiga da alma. Saibam ser agradecidos por
tudo, desejando ser aquilo que Deus também deseja deles. Porque
Deus instrui com os sofrimentos dos castigos e das doenças aqueles que
predestinou para a vida eterna, como ele mesmo disse: 'Eu corrijo e
castigo aqueles a quem amo'".
176. Uma vez levou para a vinha um doente que sabia estar com
vontade de chupar uvas. Sentando-se embaixo da parreira, começou
ele mesmo a comer, para dar coragem ao outro.
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