CAPÍTULO 134. Compaixão para com os doentes do espírito. Os que fazem o contrário

177. Mas tinha maior clemência e suportava com mais paciência os doentes que sabia serem como meninos atirados dum lado para outro, agitados pelas tentações e enfraquecidos no espírito. Por isso evitava as correções ásperas e, onde não via perigo, poupava a vara para poupar a alma. Dizia que era próprio do superior, que é um pai e não um tirano, evitar as ocasiões de erros e não permitir que viesse a cair aquele que, uma vez no chão, teria dificuldade para se levantar.

Como decaímos em nosso tempo! Não só deixamos de levantar ou de segurar os que estão fracos mas, às vezes, até os empurramos para caírem. Não nos importamos de tirar do pastor supremo uma ovelhinha pela qual clamou fortemente entre lágrimas na cruz. Tu eras diferente, pai santo, que preferias corrigir e não perder os que erravam.

Mas sabemos que, em alguns, as doenças da vontade própria estão profundamente arraigadas e precisam de fogo e não de pomadas. É claro que para muitos é mais saudável quebrar com uma verga de ferro que acariciar com as mãos. Mas tudo tem seu tempo: o óleo e o vinho, a vara e o cajado, o zelo e a piedade, a queimadura e a unção, o cárcere e o colo. O Pai das misericórdias e o Deus das vinganças quer tudo isso, mas deseja mais a misericórdia que o sacrifício.