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177. Mas tinha maior clemência e suportava com mais paciência os
doentes que sabia serem como meninos atirados dum lado para outro,
agitados pelas tentações e enfraquecidos no espírito. Por isso
evitava as correções ásperas e, onde não via perigo, poupava a
vara para poupar a alma. Dizia que era próprio do superior, que é
um pai e não um tirano, evitar as ocasiões de erros e não permitir
que viesse a cair aquele que, uma vez no chão, teria dificuldade para
se levantar.
Como decaímos em nosso tempo! Não só deixamos de levantar ou de
segurar os que estão fracos mas, às vezes, até os empurramos para
caírem. Não nos importamos de tirar do pastor supremo uma ovelhinha
pela qual clamou fortemente entre lágrimas na cruz. Tu eras
diferente, pai santo, que preferias corrigir e não perder os que
erravam.
Mas sabemos que, em alguns, as doenças da vontade própria estão
profundamente arraigadas e precisam de fogo e não de pomadas. É claro
que para muitos é mais saudável quebrar com uma verga de ferro que
acariciar com as mãos. Mas tudo tem seu tempo: o óleo e o vinho, a
vara e o cajado, o zelo e a piedade, a queimadura e a unção, o
cárcere e o colo. O Pai das misericórdias e o Deus das vinganças
quer tudo isso, mas deseja mais a misericórdia que o sacrifício.
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