CAPÍTULO 147. Como deseja que estudem. Aparição a um companheiro ocupado com pregações

195. Sofria quando a ciência era procurada com desprezo da virtude, principalmente se a pessoa não permanecia na vocação que tinha recebido desde o começo. Dizia: "Os meus irmãos que se deixam arrastar pela curiosidade da ciência vão se encontrar de mãos vazias no dia da retribuição. Gostaria que se reforçassem mais com virtudes para que, vindo os tempos de tribulação, tivessem o Senhor consigo na hora da angústia. Porque virá uma tribulação em que os livros não vão servir para nada, e serão jogados nas janelas e nos desvãos".

Não dizia isso porque não gostasse dos estudos das Escrituras, mas para afastar a todos dos estudos supérfluos, pois preferia que fossem bons pela caridade e não sabidos por curiosidade.

Pressentia que não tardariam a vir tempos em que a ciência seria ocasião de ruína, enquanto o espírito seria uma base sólida para a vida espiritual.

A um irmão leigo que foi pedir sua licença para ter um saltério deu cinza em vez do livro. A um de seus companheiros que estava ocupado com pregações apareceu uma vez depois de sua morte, proibiu que continuasse nesse caminho e mandou que seguisse o da simplicidade. Deus é testemunha de que, depois dessa visão, o frade gozou de tal consolação que, por muitos dias, teve a impressão de que as palavras do pai ainda estavam em seus ouvidos como um orvalho penetrante.