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197. Tinha a maior veneração pelos anjos, que estão conosco no
combate e caminham ao nosso lado por entre as sombras da morte. Dizia
que esses companheiros devem ser reverenciados em toda parte e que
devemos invocá-los como nossos guardas. Ensinava a não ofender sua
presença, e que não se devia ousar fazer diante deles o que não se
faria diante dos homens. Considerando que, no coro, salmodiamos
diante dos anjos, queria que todos que pudessem comparecessem ao
oratório, e que aí salmodiassem com devoção.
Mas muitas vezes dizia que devemos honrar de maneira toda especial
São Miguel, porque é o encarregado de apresentar as almas ao
julgamento. Em honra de São Miguel, fazia uma quaresma de jejuns
desde a festa da Assunção até o seu dia. E dizia que, "em honra
de tão importante príncipe, dever-se-ia oferecer a Deus algum
louvor ou algum dom especial".
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